quinta-feira, 10 de abril de 2014

O PIANISTA, OS BORDÉIS E DONOS DE BORDÉIS


Juan Luis Cebrián
Trechos do livro O pianista no bordel - jornalismo, democracia e as novas tecnologias, de Juan Luis Cebrián, fundador do El Pais. O livro faz uma referência sardônica à profissão de jornalista a partir de um antigo dito popular: "Não digam à minha mãe que sou jornalista; prefiro que continue acreditando que toco piano num bordel". A julgar pela situação atual, nossa reputação só vem piorando desde o século XIX, quando o bordão foi criado. 

“A sociedade digital é p
aradoxal, convive com as contradições, não as anula: ela as amplia e delas se aproveita. Mesmo sendo convergente, a nova cultura favorece a fragmentação; apesar de planetária, tem múltiplas versões locais; embora interativa, estimula o isolamento; apesar de caótica, conduz à homogeneização.”


"A convergência de tecnologias propicia a convergência de quem possui os conteúdos da comunicação. Desde que o movimento liberalizador das telecomunicações se pôs em marcha, as fusões, alianças, compras e todo o tipo de operações financeiras têm abalado o mercado. Empresas de informação produtoras de cinema, provedores de software informático, empresas de telecomunicações ou de comunicação via cabo se aliam, se ujnem, se confundem, se atraiçoam na perseguição de um mercado global. Estamos diante de um processo formidável de concentração. A sociedade digital favorece a criação de imensos conglomerados que, por natureza, atendem ou pretendem atender esse mercado planetário."

"Não existe - Negroponto dixit - fronteiras para os bites, nem os funcionários alfandegários podem investigá-los ou detê-los. As empresas, junto com sua enorme capacidade tecnológica, acumulam fabulosos recursos financeiros e operam, quase sem distinção, em países de culturas, legislações e níveis de desenvolvimento muito diferentes. Cresce a integração das empresas de meios de comunicação, ao mesmo tempo em que aumentam sua presença mundial e sua tendência a incorporar e administrar, sob uma mesma empresa, tanto os conteúdos quanto os sistemas de distribuição."

"A concentração da propriedade é correlativa à globalização e tudo nos leva a prever que nos próximos anos ela deverá aumentar. Esta é uma notícia inquietante, mas precisamos nos esforçar para resolver os desafios que ela apresenta, ou poderemos mergulhar na recusa a reconhecer sua existência e até a inevitabilidade do processo [...]" 

(Juan Luis Cebrián, fundador do El País)


LET IT BE - UMA ORAÇÂO PARA GENTE COM O CORAÇÂO PARTIDO

Sir James Paul McCartney


segunda-feira, 11 de março de 2013

ZENALDO - O INQUISIDOR PAPA-CHIBÉ ?



O prefeito tucano Zenaldo Coutinho,segundo noticiou a empresa nesta segunda feira,11.03 esta exigindo dos funcionários municipais declaração ideológica. Será que pode? 
Caso isso seja verdadeiro, estará o prefeito ferindo constituição Brasileira que resguarda e garante á  todo cidadão  o direito sagrado para livre opção partidária. 

Como o nosso País não sucumbiu a nenhum regime de força nazista ou comunista depois  que escapou da ditadura militar que, aliais, ceifou a vida de vários patriotas que lutaram exatamente para defender a liberdade. 

Não somente cabe á este administrador recruta Zero se explicar para a sociedade, como bom seria que a OAB em cooperação com o MP, procedesse uma investigação nesta que poderia ser uma decadente tentativa de patrulhamento ideológico - inédita -  aqui na capital do Pará. 

Durante a campanha eleitoral passada, Coutinho foi acusado por seus adversários de ter pertencido na juventude á um certo movimento ultra-reacionário. 

Será que ele esta 'botando as manguinhas de fora', como gosta de dizer uma vendedora de mandinga braba lá do Ver-o-Peso?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Uma pequena homenagem á nossas mulheres brasileiras



Jovem mãe indígena da Amazônia Brasileira.

“Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente. 

Desde que seja seu mesmo.” 

Clarice Lispector, sob o pseudônimo de Helen Palmer. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A revista Carta Capital desta semana traça um paralelo entre Murdoch e Civita.

Eis um trecho da matéria na internet:

Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, trocou 200 ligações com Carlinhos Cachoeira. O bicheiro goiano, escreveu o correspondente de CartaCapital em Brasília, Leandro Fortes, alega ser o pai de “todos os furos” da revista. E Cachoeira disse estar pronto a detalhar as histórias que contou para Policarpo Jr. na CPI.


O patrão da Editora Abril, Roberto Civita, 75 anos, sabia quem era a fonte de todos aqueles “furos” da semanal mais lucrativa de sua empresa? Se for convocado para depor na CPI do Cachoeira, Civita reconhecerá que a Veja não respeitou a ética jornalística? Usar como parceiro de reportagem um criminoso com estreitos elos (às vezes acompanhados de subornos) com um senador, deputados, governadores e uma empreiteira foge à regra essencial do jornalismo: a de apurar as duas ou mais versões da mesma história.


Mas o patrão da Abril provavelmente não dará o ar da graça na CPI. Isso porque os jornalões e a tevê Globo agem em bloco para que isso não aconteça. São dois os motivos. O bicheiro, atualmente atrás das grades, favorecia os “furos” a envolver os inimigos “esquerdistas” da mídia tucana, principalmente petistas e ministros. Segundo motivo: jornalistas de outros orgãos da mídia também obtinham seus 
“furos” de Cachoeira. 
 
 
 Leia mais na CartaCapital.

terça-feira, 27 de março de 2012

Ainda não estamos postando.Obrigado pela espera.